No dia 5 de agosto, comemora-se o Dia Nacional da Saúde no Brasil. A data, tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância dos cuidados com a saúde, incluindo a educação sanitária e estilo de vida mais saudável.

Esta data foi escolhida em homenagem ao médico e sanitarista Oswaldo Cruz, que nasceu neste dia em 1872. Esse profissional foi um importante personagem na história do combate e erradicação das epidemias da peste, febre amarela e varíola no Brasil, no começo do século XX.

Oswaldo Cruz se destacou, porque como em 1900 as condições e hábitos de higiene eram precárias, ele  teve que empreender uma campanha sanitária de combate às principais doenças da então capital federal: febre amarela, peste bubônica e varíola. Para isso, adotou métodos como o isolamento dos doentes, a notificação compulsória dos casos positivos, a captura dos vetores ( mosquitos e ratos) e a desinfecção das moradias em áreas de focos. Deflagrou campanhas de saneamento e, em poucos meses, a incidência de peste bubônica diminuiu com o extermínio dos ratos, cujas pulgas transmitiam a doença.

Lendo o relato acima e comparando com os problemas atuais, parece que não aprendemos toda a lição. Pois ainda hoje convivemos com doenças decorrentes de sujeira e mosquitos.

Ao combater a febre amarela, na mesma época, Oswaldo Cruz enfrentou vários problemas. Grande parte dos médicos e da população acreditava que a doença se transmitia pelo contato com as roupas, suor, sangue e secreções de doentes. No entanto, Oswaldo Cruz acreditava em uma nova teoria: o transmissor da febre amarela era um mosquito. Assim, suspendeu as desinfecções, método tradicional no combate à moléstia, e implantou medidas sanitárias com brigadas que percorreram casas, jardins, quintais e ruas, para eliminar focos de insetos. Sua atuação provocou violenta reação popular.

Em 1904, com o recrudescimento dos surtos de varíola, o sanitarista tentou promover a vacinação em massa da população. Os jornais lançaram uma campanha contra a medida. O congresso protestou e foi organizada a Liga contra a vacinação obrigatória. No dia 13 de novembro, estourou a rebelião popular e, no dia 14, a Escola Militar da Praia Vermelha se levantou. O Governo derrotou a rebelião, que durou uma semana, mas suspendeu a obrigatoriedade da vacina. Mesmo assim, em 1907, a febre amarela estava erradicada do Rio de Janeiro. Em 1908, em uma nova epidemia de varíola, a própria população procurou os postos de vacinação.

Mais uma vez vimos a história se repetir. Onde a ignorância (do verbo ignorar=desconhecer) das pessoas faz cria barreiras com objeções e onde grupos diversos tentam tirar proveitos da situação.

Somente em 1967 o  Dia Nacional da Saúde foi instituído. Nesta época as pessoas já tentavam implementar  valores relacionados a saúde, cuja definição vai muito além da ausência de doenças. Está diretamente relacionada a presença de uma autêntica qualidade de vida no cotidiano da população. Ser saudável depende de uma série de fatores físicos e mentais que devem fazer parte da rotina de todos, como uma boa alimentação, privilegiando alimentos frescos em detrimento de alimentos processados e ultra processados, ingestão suficiente de água, a prática de atividades físicas, lazer e descanso.

Hoje em dia com a evolução da ciência, tecnologia, melhores condições de higiene e hábitos mais saudáveis de vida, tudo isto proporciona, à aqueles que tem acesso, uma melhor qualidade de vida e uma maior longevidade. Entretanto, para aqueles que não tem acesso, o sofrimento continua grande.

Não podemos negar, é claro, que evoluímos nestes tempos. Mas sem todas as mazelas do Brasil, poderíamos estar muito melhor se as ações públicas realmente chegassem à aqueles que mais necessitam. Desta forma, as necessidades seriam outras de maior relevância e não necessidades básicas.

Vamos torcer para que nos próximos 100 anos consigamos erradicar todos estes problemas de saúde e desigualdades. Vamos torcer!!!


Fontes
:

Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo
Escola Superior Aberta do Brasil
Fundação Oswaldo Cruz

BVS do Ministério da Saúde

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