Todos sabemos que o resultado do equilíbrio físico e mental  depende de como encaramos a comida. Ou seja, o que comemos, como comemos, quando comemos e porque comemos. Se não mantivermos este equilíbrio podemos ficar obesos, deprimidos, com baixa estima e com isso afetar não só nossa parte física, como também a mental.

Nunca se falou tanto sobre alimentação. O excesso de informação, no entanto, muitas vezes confunde as pessoas, que continuam buscando fórmulas mágicas para dietas e/ou alimentos milagrosos ou superalimentos.

O comer intuitivo e comer com atenção plena, propõem estabelecer uma relação saudável entre a alimentação, o corpo, a mente e as emoções. “Essa relação saudável começa quando aprendemos a prestar atenção no próprio corpo  e a reconhecer os sinais internos de fome, apetite e saciedade. Isso nos ajuda a comer por razões físicas e não emocionais. O comer intuitivo também inclui a permissão para comer sem demonizar os alimentos. Não significa comer tudo que se vê pela frente, mas poder comer de tudo, abrindo um espaço dentro da alimentação saudável para isso” diz a Nutricionista Manoela Figueiredo.

Vivemos um tipo de regime nutricional ”linha dura” como se, para ser saudável, a pessoa tivesse que ingerir apenas determinados alimentos, em quantidades e qualidades específicas.  “O que comemos é tão importante quanto de que maneira, e com quem comemos. Onde comemos, por que  e em que situação também importam”. Alguns exemplos destas relações são:

A nutrição comportamental  propõe olhar não só para os alimentos que devem ser restritos ou retirados (alimentos processados), mas para o que deve ser acrescentado, como exemplo, mais frutas , legumes,etc. “Não temos que primar pela perfeição, mas pelo equilíbrio e pela sustentabilidade de nossa alimentação”. Devemos considerar durante a compra dos alimentos a disponibilidade dos produtos, a estação, o custo, as cores, o equilíbrio dos nutrientes e claro sua satisfação. O comer saudável deve ser para atender as nossas necessidades biológicas e fisiológicas.

Também  precisamos construir  intimidade com a comida e os alimentos, para isto, no entanto, precisamos pegar os alimentos, escolher, sentir os aromas, texturas e paladar. Passear na feira, preparar uma receita e experimentar novos alimentos é uma ótima maneira de se identificar  com os alimentos. Conhecendo eles isso vai nos permitir nos conectar com nossos sinais internos de fome, de apetite, de saciedade e nos ajuda associar a comida ao prazer e as necessidades biológicas. Conhecendo o momento de cada pessoa podemos trabalhar estes sinais emocionais, mas sem culpa.

É importante ampliar nosso olhar para o todo, em vez de avaliar ou criticar cada refeição ou alimentos isoladamente. Devemos analisar o equilíbrio nutricional durante um período, considerando todos os grupos de alimentos. Não existem alimentos bons ou ruins, certos ou errados, completos ou não. Cada um tem sua função e benefício nutricional.

Podemos aproveitar o resgate das relações familiares, do cozinhar e da comida afetiva,  para explorar estas ocasiões. Chame seu companheiro/companheira, filho/filha ou seus amigos para ter uma experiência ou fazer um programa  diferente na cozinha. Pequenos passos, pequenas mudanças de hábitos e inclusões de alimentos são mais importantes do que a atos extremos. Lembre-se como é importante  “Equilibrar a sua vida”. Corpo, Mente e Espírito. Todas nossas atitudes interessam.

Fontes:

  1. Coluna Bem Estar Jornal O Globo de 09/10/2021, com Angélica Banhara
  2. Livro “Comer com atenção plena “ – Manoela Figueiredo
  3. Pesquisas diversas da redação

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